Distopia: Os melhores distópicos já publicados

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 Distopia é o meu gênero literário favorito ( ♥ ). Bom, para os desconhecidos, Distopia é um gênero onde o personagem principal vive em grande imperfeição, em uma sociedade com grande desigualdade social e a forma de governo é autoritária. O personagem principal hora ou outra, entra em uma briga com o governo, e se torna um rebelde. Um grande exemplo disso, é a Katniss,  The Hunger Games. Distopia é exatamente o oposto de Utopia – Lugar dos sonhos, aquilo que é altamente idealizado, desejado e perfeito. Logo, Distopia é tudo aquilo de ruim que poderia acontecer, uma completa imperfeição, repleta de desastres. 

 Dificilmente em distópicos a personagem principal será fraca, é por isso que eu adoro esse gênero literário. A personagem sempre vai á luta para conquistar o que ela deseja, e muitas das vezes as consequências não são nada boas. As personagens de Distopia possuem caráter forte, e uma personalidade definida – ou que vai se definindo cada vez mais através da narração.
 Sem mais retardar o tempo, vamos aos livros que eu escolhi para este gênero:


  1. Jogos Vorazes  ( Suzanne Collins ) 

 Sem incerteza alguma este é o meu livro favorito, Jogos Vorazes atualmente é um dos distópicos mais comentados ( ♥ ), desejados, e que vem gerando um legado de fãs no mundo todo. Nas manifestações que ocorreram no Brasil tinham vários cartazes com frases do livro, o que me deu um grande orgulho. Eu me recuso a falar de Jogos Vorazes, e vou usar o mesmo argumento da Hazel: “(…) Tem livros do qual você não consegue falar – livros tão especiais e raros e seus que fazer propaganda da sua adoração por eles parece traição.” 

  2.  Divergente  ( Veronica Roth ) 
 Minha segunda² Saga/Trilogia favorita ( ♥ ).Divergente é um excelente livro, cheio de momentos de ação, e a história por trás do livro é de tirar o fôlego,governo e afins, são muito bem pensados e elaborados pela Veronica Roth.
Em uma Chicago modificada, existem 5 facções que se caracterizam e se constroem na principal característica dos indivíduos:, sendo: Abnegação, Amizade, Destemor, Franqueza e Erudição. Beatrice nasceu na Abnegação, onde foi criado até seus 16 anos. Nessa idade, os jovens devem fazer um teste e ver em qual das facções eles mais se combinam. Porém, a escolha dela acaba surpreendendo a todos.


  3. Estilhaça-me, ( Tahereh Mafi )

 Outro livro que eu amo ( ♥ ) Estilhaça-me é praticamente perfeito em sua narração, enredo e suspense; Vale muito a pena a leitura.


  4. Starters  ( Lissa Price )
 Esse foi um dos livros que me deixou com aquela surpresa,emoção no final. Eu fiquei tipo: “Han”? “Como assim”? “Como eu não percebi isso?”, e saiba que se você ler, você também vai ficar assim, e não tem como perceber até que joguem em sua cara. Mas, sem spoilers.
 Startes conta a história de Callie que perdeu os pais quando as guerras de Esporos varreu todas as pessoas entre 20 e 60 anos. Ela e seu irmão mais novo, Tyler, estão se virando, vivendo como desabrigados com seu amigo Michael e lutando contra rebeldes que os matariam por uma bolacha. A única esperança de Callie é Prime Destinations, um lugar perturbador em Berverly Hills que aluga adolescentes para alugar seus corpos aos Terminais — idosos que desejam ser jovens novamente. (SENTIU A TRAMA E O GOSTINHO DE LÊ-LO ? )

  5. Feios ( Scott Westerfeld )
 Tally está prepara para completar seus 16 anos, como mal pode esperar. Não por sua carteira de motorista – mas para se tornar bonita. No mundo de Tally, seu aniversário de 16 anos traz uma operação que torna você de uma horripilante pessoa feia para uma maravilhosa pessoa linda e te leva para um paraíso de alta tecnologia onde seu único trabalho é se divertir muito. Em apenas algumas semanas Tally estará lá. Mas a nova amiga de Tally, Shay, não tem certeza se ela quer ser bonita. Ela prefere arriscar sua vida do lado de fora. Quando ela foge, Tally aprende sobre um lado totalmente novo do mundo dos bonitos – que não é tão bonito assim.Esse livro é encantador, A história me agradou muito e, mesmo com a rédea curta do autor, o ambiente idealizado por ele não deixa de ser interessante.


  6.  Legend ( Marie Lu )
 Ambientado na cidade de Los Angeles em 2130 D.C…, na atual República da América, conta a história de um rapaz – o criminoso mais procurado do país – e de uma jovem – a pupila mais promissora da República –, cujos caminhos se cruzam quando o irmão desta é assassinado e a ela cabe a tarefa de capturar o responsável pelo crime. No entanto, a verdade que os dois desvendarão se tornará uma lenda.
“- Nunca lhe perguntei sobre esse nome de guerra. Por que Day?
– Porque cada dia significa novas 24 horas. Cada dia quer dizer que tudo é possível de novo. Você pode aproveitar cada instante, pode morrer num instante, e tudo se resume a um dia após o outro. – ele olha para a porta aberta do vagão da ferrovia, onde faixas escuras de água cobrem o mundo. –E aí você tenta caminhar sob a luz.”
 Legend tem seus altos e baixos, mas consegue te hipnotizar como poucos livros nessa linha e te deixar ansioso para saber o que acontece depois! Este é um dos melhores livros que li nos últimos tempos; e você não pode deixar de conferi-lo.

  7. Never Sky  ( Veronica Rossi )
 Em um cenário pós-apocalíptico, a população do planeta se dividiu entre aqueles que conseguiram esconder-se em cidades encapsuladas, conhecidas como núcleos, e as que sobreviveram nas áreas externas, mas tornaram-se primitivas. Através de um dispositivo eletrônico, os habitantes dos núcleos podem frequentar diferentes Reinos, cópias virtuais e multidimensionais do mundo que elas deixaram para trás. Neles se pode fazer qualquer coisa, ser qualquer pessoa, sem consequências no mundo real. Mundos sem dor, sem medo. As palavras dor e medo, porém, fazem parte do vocabulário cotidiano dos que vivem além das paredes dos núcleos.A brasileira Veronica Rossi construiu um enredo distópico interessante, admirável e assustador.O romance é de acelerar o coração, sem fazer com que os olhos do leitor rolem de tédio.

  8. Delírio ( Lauren Oliver )
 Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona.
 Lauren Oliver me surpreendeu mais uma vez. Se eu já tinha me afeiçoado com Antes Que Eu Vá, agora então ela conquistou minha total admiração. Adoro autores flexíveis que ousam temáticas diferentes, e isso a Lauren prova que tem de sobra.

  9. 1984  ( George Orwell )
 “ Mil novecentos e oitenta e quatro ” Winston, herói de 1984, último romance de George Orwell, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O’Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que ‘só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade – só o poder pelo poder, poder puro.’
 1984 é um livro perturbador. Tanto por ser distópico, como por possuir uma premissa ligeiramente kafkana. O arco da história serve para provar um ponto, não para resolver o conflito. Cada elemento colocado lá é um aviso: a sala 101, o duplipensar, o amor ao poder, a busca pelo passado e o sexo em forma de protesto. Orwell é mestre em surpreender, mas em 1984 ele também é mestre em perturbar.
“Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não.
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão
Viu?
Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão…”
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Agora quero ler a opinião de vocês, que provavelmente são fãs incríveis de distopia (THG,DIVERGENTE♥). Compartilhem aqui sobre suas impressões, o que gostaram e/ou o que não gostaram no livro! Adorarei encontrar opiniões tanto diferentes quanto semelhantes às minhas!

Beijos Drafts of geovana

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Resenha: Pollyanna

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Título: Pollyanna
Autor: Eleanor H. Porter
Editora: Companhia Editora Nacional
Número de páginas: 184
Nota: 5/5. :mrgreen::mrgreen:
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Há sempre uma razão para se estar contente”
  Muitas vezes em nosso cotidiano, tudo o que fazemos é lamentar, seja por diversos motivos. Às vezes, por não estarmos satisfeitos com nossa aparência, com nossos trajes, com nossa saúde, condição financeira, e uma série de outros fatores. Mas quantas vezes paramos para vislumbrar, e ficarmos contentes com as coisas que já temos e que já fizemos e conquistamos?
  Todo cidadão faz planos e mais planos, todos os dias, e sempre queremos ter “O Carro Do Ano, o ipod,o celulare,a roupa impecável e o relacionamento maravilhoso” e achamos que isso é viver,mas o que realmente precisamos é viver com o que temos,e deixar de imaginar como seria a nossa vida com o que não temos.
  Eleanor HPorter,criou uma história fascinante,atraente e super delicada,com diálogos variável para aquelas pessoas que levam a vida com pessimismo e acham que viver é um labirinto de circunstância e obrigações.Provando que se todos decidissem ser um pouco mais otimistas em suas vidas,tudo se tornaria mais simples,mais encantador/belo e muito,mas muito mais feliz.
  Essa belíssima obra, relata a história de Pollyana, que é uma garotinha de 11 anos, uma garotinha positiva, prestativa, encantadora e sem irmãos, filha de um missionário pobre, perdeu os pais ainda muito criança e, tendo apenas como parente mais próxima uma tia com personalidade rígida e que aceita a garota em sua casa, por que é sua obrigação.Tia Polly Harrington, uma tia solteira, que sequer mal conhece a sobrinha, mora em uma casa muito grande, com muitos quartos, um enorme lindo e bem cuidado jardim e cercada de muitos criados, na cidade de Beldingsville em Vermont, na Nova Inglaterra, Estados Unidos.
  Na casa da tia, ela conhece a empregada Nancy, uma amável e doce mulher, que se encanta com a menina. Nancy, não gosta nada da forma como Miss Polly trata a sobrinha, sempre rejeitando tudo que Pollyanna venha a fazer; e, Tom, o jardineiro, que trabalha naquela casa há muitos anos, tanto, que conheceu a mãe de Pollyanna quando criança; Tom guarda um segredo, sobre Miss Polly,sua irmã e Pollyanna.
  A inocente menininha não compreende a forma grosseira: como a tia à trata. Muito pelo contrário, acredita que tudo que a tia faz é para o seu bem, até mesmo colocando ela para dormir em um quartinho, pequeno, escuro, e muito simples, além de ser longe do quarto da tia. Tudo isso por conta do “Jogo do Contente”, que seu pai lhe ensinara antes de morrer.
– Bem, começamos com um par de muletas que veio em um barril dos missionários.
– Muletas?
– Sim. Sabe, eu queria uma boneca, e meu pai havia escrito pedindo que mandassem, mas quando o barril chegou, não havia bonecas, e sim um par de pequenas muletas. Acharam que poderiam ser úteis para alguma criança. Foi aí que começamos tudo.
– Bem, não entendo como é este jogo… – disse Nancy, quase exasperada.
– Bem, o jogo era encontrar um motivo para ficar contente com todas as coisanão importa o que fossem. E começamos ali mesmo… com as muletas.” (Páginas 38 e 39.)
Situação: Seu carro quebrou, Você perdeu o melhor emprego e seu namorado te traiu!
Pollyanna diria: OKAY, é incompreensível, mas fique contente porque agora você vai poder contribuir com a manutenção do meio ambiente, sendo uma pessoa a menos a emitir gases poluentes no planeta; também vai ter mais tempo para fazer as coisas de que gosta, já que não vai mais ter que trabalhar todos os dias; e veja pelo lado bom, seu namorado te traiu, mas fez outra mulher feliz, quem sabe não era uma abandonada, triste, a ponto de se matar porque ninguém olhava pra ela.
  Pollyanna, fica contente por tudo, apesar de ter perdido seus pais, não ter família, e de sua tia ser rabugenta. Em cada coisa que dá errado, encontra um motivo para ficar feliz. Tamanho é o contentamento da menina,quando ela ajuda diversas pessoas da cidade; Mr. John Pedleton,Doutor Chilton, Mrs Snow e Jimmy; esses são alguns, pois a cidade toda aprende o“Jogo do Contente”. Porém acontece algo com a garota, que ela  mesma se pergunta: Como ficar contente com isso?”
  Com uma linguagem super inocente e cativante o livro Pollyanna nos cativa desde a primeira página. Uma leitura leve, com um história que acrescenta a vida. Toda superação de Pollyanna, a mudança dos personagens, o jogo do contente, mostram que em tudo há sim, um motivo para ficar feliz,  e de  se consegue tirar algo de bom de algum fato ruim.
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Recomendo muito a leitura.Se tiverem oportunidade leiam, tenho certeza que não se arrependerão!

Um aviso: é meio que Impossível ler o livro sem “deixar”, ao menos, uma lágrima,um sorriso e uma risada sair !

Em tudo há sempre uma coisa capaz de deixar a gente alegre; a questão é descobri-la”

Beijos Drafts of geovana

Resenha: O Teorema Katherine

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Título: O Teorema Katherine
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 304
Nota: 4/5.
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    Depois de me encantar totalmente pelo John Green em o primeiro livro “A Culpa é das Estrelas”, eu obviamente necessitava conhecer outros livros do autor. E posso afirmar que “O Teorema Katherine” não me decepcionou grandiosamente, talvez em uma certa medida mas foi uma ótima leitura. O Teorema de Katherine, conta a história do Colin, um adolescente que tem uma tendência um tanto estranha de namorar apenas Katherines, mais exatamente 19 delas, até o momento em que o livro se desenrola.

   No final do ano letivo Colin Singleton fica de coração partido ao levar um fora de sua 19ª Katherine, mais conhecida como K-19. Tentando curar sua tristeza, Hassan (O / M-E-L-H-O-R), amigo do Colin, o leva para uma viagem sem rumo pelas estradas do interior dos Estados Unidos. Em um determinado momento os dois decidem  parar numa cidadezinha chamada Gutshot, no Tenessee, para visitar o túmulo do Arquiduque Francisco Ferdinando e são guiados pela moradora da cidade Lindsey Lee Wells.

Acontece que o Colin é um garoto prodígio, e desde os seus dois anos vem buscando se tornar um dia um gênio famoso, mas apesar de ser extremamente inteligente não consegue fazer nada genial, até que durante a visita ao túmulo ele tem o seu momento “eureca” e decide desenvolver um teorema que seja capaz de prever o fim de um relacionamento, mostrando quem será o terminante e quem será o terminado. A história (e o teorema) vai se desenrolando em Gutshot, onde os dois decidem ficar para um trabalho de verão.

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   Pra mim o mais incrível de todo o livro é o quanto o John Green é inteligente! Ele consegue abordar inúmeros dados históricos e até matemáticos de uma forma leve e divertida. E no entanto Green investe em elementos que a deixam muito mais interessante. As citações, notas de rodapé divertidas, referências históricas e diálogos inteligentes.A narrativa flui super bem e até mesmo tem o uso de senso de humor e ironia entre seu amigo Hassan e Colin.

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Vocês já leram algum livro do John Green? Gostariam de ler “O Teorema Katherine” ? O livro é ótimo e aconselhável para todos, acho difícil alguém não gostar.

É possível amar muito alguém, ele pensou. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela. (John Green, trecho do livro ‘O Teorema Katherine’, página 141)

Beijos Drafts of geovana