DIVERGENTE :: VERONICA ROTH

  Há décadas, nossos antepassados perceberam que a culpa por um mundo em guerra não poderia ser atribuída à ideologia política, à crença religiosa, à raça ou ao nacionalismo. Eles concluíram, no entanto, que a culpa estava na personalidade humana, na inclinação humana para o mal, seja qual for a sua forma. Dividiram-se em facções que procuravam erradicar essas qualidades que acreditavam ser responsáveis pela desordem no mundo.

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TÍTULO: DIVERGENTE
AUTOR: VERONICA ROTH
PÁGINAS: 504
EDITORA: ROCCO
NOTA: 5/5.   :mrgreen::mrgreen::mrgreen::mrgreen::mrgreen: 
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  Divergente é uma distopia aparentemente disfarçado de utopia. A sociedade na qual se habitua a estória é pacífica e organizada, agindo quase que de forma perfeita demais, sendo dividida em cinco facçõesAbnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição. 
Trabalhando juntas, as cinco facções têm vivido em paz há anos, cada uma contribuindo com um diferente setor da sociedade. A Abnegação supriu nossa demanda por líderes altruístas no governo; a Franqueza providenciou líderes confiáveis e seguros no setor judiciário; a Erudição nos forneceu professores e pesquisadores inteligentes; a Amizade nos deu conselheiros e zeladores compreensivos; e a Audácia se encarrega de nossa proteção contra ameaças tanto internas quanto externas. Mas o alcance de cada facção não se limita a essas áreas. Oferecemos uns aos outros muito mais do que pode ser expressado em palavras. Em nossas facções, encontramos sentido, encontramos propósito, encontramos vida. Longe delas, não sobreviveríamos.
  livro começa de uma forma completamente intrigante. Inicia-se com a protagonista do livro, uma garota insegura que nasceu em uma Chicago futurista. Nascida na facção mais comum, a Abnegação, Beatrice (ou TRIS), era para ser altruísta, livre de qualquer futilidade, luxo ou audácia. Entretanto, ela se vê presa em um costume no qual ela não conseguia se encaixar. Por que ela não conseguia ser um exemplo para a facção como seus pais e seu irmão?
 Aos 16 anos, todos passam pela iniciação, que é um exame, e a escolha de sua facção. Se desejar, a pessoa pode ir para outra, na qual não tenha sido criada, porém afasta totalmente o contato com a família que deixar na antiga facção. Na nova facção há uma fase de iniciação, nem todos passam e aqueles que não passam, ficam sem uma facção, pois não podem retornar pra casa, e esse povo que não tem assistência alguma do governo, são vistos como mendigos ou “sem-facção”.
 Com o resultado do teste de aptidão para ela desvendar qual facção ela deveria pertencer, Beatrice entra em conflito. O soro alucinógeno que avaliaria seu cérebro não teve o efeito desejado. Diante disso, Tris acaba escolhendo fazer parte da Audácia. A cerimônia na nova facção era exigente e cruel, e ela jamais poderia voltar atrás.
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  Divergente traz uma série de conceitos fortes, que deixam a trama mais atraente e menos melancólica com destaque para (de tantos personagens fascinantes) o Quatro, Christina e a mãe da Tris que, junto à protagonista, desenvolvem uma série de diálogos inteligentes e reflexivos. Mas de fato, o livro é bastante focado no conflito interno de Tris e suas habilidades, como ela lida com a sua divergência.
 Um dos principais fundamentos da divergência, não é nem aspecto do cérebro “diferente”. No primeiro livro da série, analisei a divergência como uma realidade humana, na qual não pode ser delimitado apenas em 5 escolhas de vida. Ninguém deveria ser 100% Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza ou Erudição, mas sim um pouco de cada. Nesta sociedade de Veronica Roth quem possui este tipo de personalidade é encarado como uma ameaça. Um Divergente, poderia se virar contra o governo, sendo infiel e incontrolável. E este costume está fadado a um grande fracasso com o tempo, que é o que poderá acontecer nos próximos livros: uma revolução.
Trecho dPostagem  
Acredito nos atos simples de bravura,
na coragem que leva uma pessoa a se levantar em defesa de outra.
É uma linda maneira de se pensar.

Beijos Drafts of geovana

 

EXTRAORDINÁRIO :: R.J.PALACIO

 Claro que,depois de ver milhares de resenhas (extraordinárias) sobre o livro Extraordinário (lançado pela Intrínseca),eu precisava lê-lo rapidamente! Nunca o nome de um livro combinou tanto com seu conteúdo. A história do querido August Pullman nos comove e nos fazem querer sempre mais!

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TÍTULO: EXTRAORDINÁRIO
AUTOR: R.J.PALACIO
PÁGINAS: 320
EDITORA: INTRÍNSECA
NOTA: 5/5.   :mrgreen::mrgreen::mrgreen::mrgreen::mrgreen: 
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  Um livro comovente e lindo que conta a história de August Pullman ou Auggie, como é chamado,um menino de 10 anos que mora com os pais, a irmã e sua cadelinha. Super fã de Star Wars. Nunca frequentou uma escola por conta das diversas cirurgias que ele já faz desde que nasceu,nasceu com uma síndrome genética, o que deixou seu rosto todo deformado, ao longo do livro há partes que o descrevem, como ele ter os olhos 2 cm abaixo de onde deveriam estar, assim como as orelhas, que parecem couve flores, sem cílios, sem sobrancelha, e por aí vai.Por ele ser assim, seus pais decidiram o educar em casa, mas como foram se limitando, não tendo mais conhecimento a repassar, decidiram o matricular em uma escola, algo que August não gostou nem um pouquinho.
Talvez a única pessoa no mundo que percebe o quanto sou comum seja eu. Aliás, meu nome é August. Não vou descrever minha aparência. Não importa o que você esteja pensando, porque provavelmente é pior. (página 11) “
 Na escola obviamente ele vai enfrentar muitos obstáculos, ‘MUITOS MESMOS’,então Auggie tem uma super tarefa nada fácil pela frente: Convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.O diretor da escola,o Sr. Buzanfa é super legal e receptivo e convida três alunos antigos para mostrarem o colégio á Auggie e fazê-lo se sentir aceito. Com menos receio e pensando em ter uma nova vida, Auggie aceita a proposta de sua mãe e começa o quinto ano em uma escola normal, com aulas normais, professores normais e alunos normais.August vai perceber que a amizade é capaz de ir muito, muito além de qualquer aparência. Dizem que não se pode julgar um livro pela capa, então, por que julgar um menino pela cara?
 A história vai descrevendo as diversas situações que o protagonista precisa enfrentar e superar,tem passagens lindas e emocionantes. Eu fiquei encantada em como Auggie evoluiu do primeiro capítulo até o último. “Ele que ainda se sentia o bebê de casa, no final já estava implorando pros pais não o beijarem em público para não queimar o filme com a galera!” Sem falar em como todos os personagens principais são igualmente importantes na história e como todos eles aprenderam algo e amadureceram também. Eu acho que até eu aprendi muito com esse livro, e isso é realmente muito gratificante.
- MAIS GENTIL QUE O NECESSÁRIO – REPETIU.
  Que frase maravilhosa, não é (?) Mais Gentil Que O Necessário. Porque não basta ser gentil. Devemos ser mais gentis do que precisamos. Adoro essa frase, essa ideia, porque ela me lembra que carregamos conosco, como seres humanos, não apenas a capacidade de ser gentil, mas a opção pela gentileza.Narrado da perspectiva de August e também de seus familiares e amigos como: Olívia (irmã), Julian (namorado de Olívia), Miranda (amiga de infância de August e Olívia), Summer (primeira amiga de August na nova escola) e Jack (novo melhor amigo de August).
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  Com um humor cativante, uma consciência de si mesmo muito grande e uma doce inocência,Extraordinário é um daqueles raros livros que todas as pessoas deveriam ler. Escrito de uma forma doce e absolutamente adorável, do ponto de vista de crianças, Palacio explora um tema que é um grande tabu – e também uma grande verdade em nossa sociedade:O Preconceito. É um daqueles gêneros que faz com que a gente se sinta na pele do personagem. Acho que essa sensação fica ainda mais evidente quando você, de alguma forma, passou por alguma situação de bullying no colégio, ou quando você se sente diferente de alguma maneira dentro de um grupo. E também um tapa na nossa cara quando erramos e julgamos o livro pela capa.A mensagem, de bondade, esperança e carinho, é pra crianças, adolescentes e adultos. Além do mais, é um daqueles livros que você mal acaba de ler e quer se inteirar de tudo o que a internet produziu sobre ele.
  Extraordinário é uma história que emociona e que nos mostra, através da inocência das crianças, como pequenas ações podem mudar a vida de alguém: o estender de uma mão, um sorriso, um abraço de aceitação ou um toque conforto. Com quantos ‘Augusts’ você não tromba todos os dias? Pode ser que ele não tenha o rosto deformado, mas pode estar simplesmente precisando de um ombro amigo. De uma palavra de encorajamento. Pode estar simplesmente precisando de uma chance para mostrar do que é capaz. Porque, como o próprio August diz, “Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo.”
Trecho dPostagem  
EU ADORO HALLOWEEN,
É O ÚNICO DIA DO ANO EM QUE TODOS USAM MÁSCARAS,
E NÃO APENAS EU.
AS PESSOAS GOSTAM DE FINGIR QUE SÃO MONSTROS,
ENQUANTO EU TENHO QUE PASSAR O ANO TODO FINGINDO QUE NÃO SOU UM.

 

Beijos Drafts of geovana

 

CIDADES DE PAPEL :: JOHN GREEN

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TÍTULO: CIDADES DE PAPEL
AUTOR: JOHN GREEN
PÁGINAS: 368
EDITORA: INTRÍNSECA
NOTA: 4/5.   :mrgreen::mrgreen::mrgreen::mrgreen:
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 É claro que todos conhecem John Green, aquele cara que tem a incrível e inestimável capacidade de ganhar o leitor mais crítico e fazê-lo rir, chorar e se emocionar com suas histórias diferentes de tudo, e que fazem pensar. John, em seu novo livro intitulado “Cidades de papel”, publicado pela editora Intrínseca, exerce mais uma vez sua maestria em forma de palavras, compondo uma trama cheia de aventuras, mistérios, ação e, principalmente, metáforas, que são, para mim, a marca registrada do autor.
 Nesse romance, vai fazer você pensar em tudo que está ao seu redor: Pessoas que você conhece/conheceu, e que virá a conhecer em um ponto determinado de sua existência. Fará você pensar não só no que está visível, mas também no que está além da visão que se tem de uma pessoa.
 O mistério que envolve “Cidades” é simplestemente o desejo mais puro de Quentin Jacobsen, veterano prestes a se formar no Ensino Médio, feliz em sua “zona de conforto”, inteligente, certinho e que nutre uma paixão platônica por sua vizinha e colega de escola, Margo Roth Spiegelman. Até aí, parece como qualquer outra prosa de Green, até que Margo, com o rosto pintado e vestindo uma roupa de ninja, invade o quarto de Quentin no meio da madruga e arrasta-o para uma noite cheia de aventura e um engenhoso plano de vingança. Mas assim que a noite acaba e outro dia se inicia, Q. acorda com a esperança de que tudo mude depois daquela madrugada frenética e que a amizade deles volte ser como era antes. Mas Quentin só não esperava que Margo não aparecesse na escola naquele dia, nem no outro, nem no seguinte. Com o paradeiro desconhecido e pistas que não se encaixam, Quentin decide ir em busca da garota dos seus sonhos enquanto descobre quem era a verdadeira Margo Roth Spiegelman.

“E talvez fosse isso que eu precisasse fazer, acima de qualquer coisa. Eu precisava descobrir com Margo era quando não estava sendo Margo.”

Mas Margo lhe deixou dicas e, com a ajuda de seus excêntricos e engraçados amigos, inicia uma busca pelos lugares mais remotos da Flórida à busca da menina que era um total mistério para ele. Mas a busca pode revelar mais do que um paradeiro, mas a personalidade de quem é procurado e, principalmente, de quem procura.Dividido em três partes (Os fios, A relva e O navio), o livro trabalha questões como a amizade, a compreensão e a complexidade de ‘traduzir’ pequenos detalhes (como os versos grifados de um poema deixados por Margo).

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O mistério sobre as Cidades de Papel se tornou o mistério sobre nós mesmos, sobre quem somos dentro das nossas cidades de papel; nos mostra que pessoas são apenas… Pessoas!, que são janelas ao invés de espelhos, tão frágeis como papel. E apesar das minimas similaridades com os livros anteriores, Green conseguiu criar uma nova história cativante, reflexiva; Cheia de metáforas, diálogos inteligentes e engraçados e mistérios mal resolvidos sobre o que escondemos quando ninguém está vendo, seja amores platônicos, coleções de CDs ou fios arrebentados.

 O final do livro não foi o que esperei, e tenho que dizer que me decepcionei um pouco. Porém, analisando no contexto geral, não teria como ser diferente. E é isso o que faz esse livro ser genial: o fato de o autor escrever essa obra tão óbvia que você não tem como dizer que não gostou – porque qualquer outro final estaria mal encaixado e seria infeliz! Por isso, mesmo que o leitor diga que não gostou, Green ainda foi genial em sua finalização da história – e de toda ela, de uma forma geral.

 Cidades de Papel não é, para mim, um livro tão emocionante quanto A Culpa é das Estrelas, mas é igualmente merecedor de ser lido, ganhando minhas quatro estrelas. Leia este livro porque ele vai fazer você rir de verdade (do jeito que só John consegue fazer!), porque vai fazer você pensar, e porque vai fazer você não querer desgrudar da história! E, de quebra, se você ainda quiser escrever uma resenha depois de ter lido, por qualquer motivo, vai ver como é difícil colocar em palavras toda a genialidade e a grandiosidade das histórias de John Green, e o que sentimos ao lê-las. Esse é um daqueles livros que eu só digo: leia!

Eu queria interromper o xixi, mas é claro que eu não consegui. Mijar é como ler um livro bom: é muito, muito difícil parar depois que começar.

Resenha: O Lado Bom da Vida

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Título: O Lado Bom da Vida
Autor: Matthew Quick
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 256
Nota: 5/5. :mrgreen::mrgreen::mrgreen:
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 Você já se imaginou, se fosse realizável fazer da sua vida um breve filme – cheio de altos e baixos com um final feliz? Impossível? Não para Pat Peoples – o homem que já enfrentou as piores coisas da vida e continua acreditando que há sempre um lado bom para tudo. Ele viveu por algum tempo – não sabe afirmar se foram meses ou anos – em um hospital psiquiátrico. Como ele foi parar lá? Bom, isso é um mistério. A única pessoa que Pat consegue descrever com perfeição é Nikki, a esposa que ele acredita ter decepcionado. Ele não se lembra do passado ou das coisas que vivenciou antes de entrar no “lugar ruim” – o hospital psiquiátrico. Sua mãe decide que ele já está preparado para voltar a viver em sua antiga casa – morando com os seus pais – e tentar recomeçar a vida. Mas será que ele está preparado para novas mudanças?

 Quando Pat tenta reconstruir a sua vida e adaptar-se ao seu novo hábito – que se resume em: Exercícios que envolve a grande parte do dia e torcer pelo seu time no campeonato (que esta prestes a perder a TEMPORADA DO ANO) – ele conta as horas para que possa reencontrar a desejável esposa após o chamado “tempo separados”. Ele quer ser digno dela, tornando-se um homem gentil, amoroso, naturalista, fã de literatura e com muitos músculos. Porém, é difícil assimilar o motivo de todos ao seu redor, sempre evitam falar qualquer coisa sobre a sua amada, sempre agindo como se ela tivesse feito algo terrível no passado. Seus amigos e familiares passam a comentar sobre outras garotas e – em um encontro inesperadamente extraordinário – ele conhece Tiffany – uma garota que também enfrentou muitos problemas após o falecimento do marido e quer recomeçar a vida realmente bem. Porém, ela não acredita que a vida seja um filme com um final feliz e não sente nenhum remorso ao demonstrar sinceridade sobre qualquer assunto.

Duas pessoas que vivenciaram as piores coisas da vida. Uma acredita que para tudo há um lado bom. A outra prefere ser realista sobre tudo, sem se importar se irá ou não ferir o sentimento de alguém. Eles serão capazes de superar os traumas do passado? Até que ponto é saudável ter esperança?

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 Matthew Quick – definitivamente – entrou na minha lista de autores favoritos. Inicialmente, fiquei confusa com a narrativa que começa a partir do momento que o protagonista deixa o hospital psiquiátrico. Não há nenhuma revelação de como ele foi parar lá e nenhum outro personagem comenta sobre o mistério. Há apenas algumas pistas sobre o que pode ter ocorrido e isso fez com que o meu lado investigador ficasse ansioso para desvendar o passado de Pat. É claro que – como bom autor – Matthew deixou o melhor para o desfecho da trama que – sendo sincera – foi sensacional.

 O livro possui tantos pontos positivos que fica difícil selecionar apenas alguns para comentar na resenha. O que levou a trama a ser tão diferente ao ponto de cativar leitores ao redor do mundo? Os personagens realistas substituindo os inúmeros idealizados dos livros atuais. Pat e Tiffany podem ser comparados com muitas pessoas da sociedade em que vivemos. Com qualidades e defeitos, eles mostram que a vida pode ser justa ou injusta, mas que você é o único responsável pelo o seu final.( no que é a pura realidade)

 Pat é extremamente cativante.Sua ingenuidade e esperança em um final feliz para o “filme de sua vida” comovem até o mais duro dos corações. E sua habilidade em soltar, sem medo,’spoilers’ sobre clássicos da literatura, torna-o hilário.Ao término o livro se torna simples. E nessa simplicidade, ele se torna mágico.Encantador !

 Com capítulos pequenos, mas que devem ser lidos com calma e atenção, O Lado Bom da Vida prova que uma trama realista é capaz de conquistar o seu leitor, mostrando que sempre haverá um lado bom e outro ruim. Como prova, o próprio autor faz com que o seu protagonista reflita sobre diversas obras de autores de grandes clássicos da literatura, principalmente sobre alguns livros que não possuem um final feliz.

Mas vou lhe dizer o mesmo que digo para meus alunos quando se queixam sobre a natureza deprimente da literatura americana: a vida não é um filme de censura livre para fazer com que a pessoa se sinta bem. Muitas vezes a vida real acaba mal, como aconteceu com nosso casamento, Pat. E a literatura tenta documentar essa realidade, mostrando-nos que ainda é possível suportá-la com nobreza.

Não quero ficar no lugar ruim, em que ninguém acredita no lado bom das coisas, no amor ou em finais felizes, e onde todo mundo me diz que Nikki não vai gostar de meu novo corpo, nem vai querer me ver quando acabar o tempo separados. Mas também tenho medo de que as pessoas de minha antiga vida não sejam tão entusiásticas quanto estou tentando ser agora.

Resenha: Pollyanna

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Título: Pollyanna
Autor: Eleanor H. Porter
Editora: Companhia Editora Nacional
Número de páginas: 184
Nota: 5/5. :mrgreen::mrgreen:
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Há sempre uma razão para se estar contente”
  Muitas vezes em nosso cotidiano, tudo o que fazemos é lamentar, seja por diversos motivos. Às vezes, por não estarmos satisfeitos com nossa aparência, com nossos trajes, com nossa saúde, condição financeira, e uma série de outros fatores. Mas quantas vezes paramos para vislumbrar, e ficarmos contentes com as coisas que já temos e que já fizemos e conquistamos?
  Todo cidadão faz planos e mais planos, todos os dias, e sempre queremos ter “O Carro Do Ano, o ipod,o celulare,a roupa impecável e o relacionamento maravilhoso” e achamos que isso é viver,mas o que realmente precisamos é viver com o que temos,e deixar de imaginar como seria a nossa vida com o que não temos.
  Eleanor HPorter,criou uma história fascinante,atraente e super delicada,com diálogos variável para aquelas pessoas que levam a vida com pessimismo e acham que viver é um labirinto de circunstância e obrigações.Provando que se todos decidissem ser um pouco mais otimistas em suas vidas,tudo se tornaria mais simples,mais encantador/belo e muito,mas muito mais feliz.
  Essa belíssima obra, relata a história de Pollyana, que é uma garotinha de 11 anos, uma garotinha positiva, prestativa, encantadora e sem irmãos, filha de um missionário pobre, perdeu os pais ainda muito criança e, tendo apenas como parente mais próxima uma tia com personalidade rígida e que aceita a garota em sua casa, por que é sua obrigação.Tia Polly Harrington, uma tia solteira, que sequer mal conhece a sobrinha, mora em uma casa muito grande, com muitos quartos, um enorme lindo e bem cuidado jardim e cercada de muitos criados, na cidade de Beldingsville em Vermont, na Nova Inglaterra, Estados Unidos.
  Na casa da tia, ela conhece a empregada Nancy, uma amável e doce mulher, que se encanta com a menina. Nancy, não gosta nada da forma como Miss Polly trata a sobrinha, sempre rejeitando tudo que Pollyanna venha a fazer; e, Tom, o jardineiro, que trabalha naquela casa há muitos anos, tanto, que conheceu a mãe de Pollyanna quando criança; Tom guarda um segredo, sobre Miss Polly,sua irmã e Pollyanna.
  A inocente menininha não compreende a forma grosseira: como a tia à trata. Muito pelo contrário, acredita que tudo que a tia faz é para o seu bem, até mesmo colocando ela para dormir em um quartinho, pequeno, escuro, e muito simples, além de ser longe do quarto da tia. Tudo isso por conta do “Jogo do Contente”, que seu pai lhe ensinara antes de morrer.
– Bem, começamos com um par de muletas que veio em um barril dos missionários.
– Muletas?
– Sim. Sabe, eu queria uma boneca, e meu pai havia escrito pedindo que mandassem, mas quando o barril chegou, não havia bonecas, e sim um par de pequenas muletas. Acharam que poderiam ser úteis para alguma criança. Foi aí que começamos tudo.
– Bem, não entendo como é este jogo… – disse Nancy, quase exasperada.
– Bem, o jogo era encontrar um motivo para ficar contente com todas as coisanão importa o que fossem. E começamos ali mesmo… com as muletas.” (Páginas 38 e 39.)
Situação: Seu carro quebrou, Você perdeu o melhor emprego e seu namorado te traiu!
Pollyanna diria: OKAY, é incompreensível, mas fique contente porque agora você vai poder contribuir com a manutenção do meio ambiente, sendo uma pessoa a menos a emitir gases poluentes no planeta; também vai ter mais tempo para fazer as coisas de que gosta, já que não vai mais ter que trabalhar todos os dias; e veja pelo lado bom, seu namorado te traiu, mas fez outra mulher feliz, quem sabe não era uma abandonada, triste, a ponto de se matar porque ninguém olhava pra ela.
  Pollyanna, fica contente por tudo, apesar de ter perdido seus pais, não ter família, e de sua tia ser rabugenta. Em cada coisa que dá errado, encontra um motivo para ficar feliz. Tamanho é o contentamento da menina,quando ela ajuda diversas pessoas da cidade; Mr. John Pedleton,Doutor Chilton, Mrs Snow e Jimmy; esses são alguns, pois a cidade toda aprende o“Jogo do Contente”. Porém acontece algo com a garota, que ela  mesma se pergunta: Como ficar contente com isso?”
  Com uma linguagem super inocente e cativante o livro Pollyanna nos cativa desde a primeira página. Uma leitura leve, com um história que acrescenta a vida. Toda superação de Pollyanna, a mudança dos personagens, o jogo do contente, mostram que em tudo há sim, um motivo para ficar feliz,  e de  se consegue tirar algo de bom de algum fato ruim.
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Recomendo muito a leitura.Se tiverem oportunidade leiam, tenho certeza que não se arrependerão!

Um aviso: é meio que Impossível ler o livro sem “deixar”, ao menos, uma lágrima,um sorriso e uma risada sair !

Em tudo há sempre uma coisa capaz de deixar a gente alegre; a questão é descobri-la”

Beijos Drafts of geovana

Resenha: O Teorema Katherine

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Título: O Teorema Katherine
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 304
Nota: 4/5.
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    Depois de me encantar totalmente pelo John Green em o primeiro livro “A Culpa é das Estrelas”, eu obviamente necessitava conhecer outros livros do autor. E posso afirmar que “O Teorema Katherine” não me decepcionou grandiosamente, talvez em uma certa medida mas foi uma ótima leitura. O Teorema de Katherine, conta a história do Colin, um adolescente que tem uma tendência um tanto estranha de namorar apenas Katherines, mais exatamente 19 delas, até o momento em que o livro se desenrola.

   No final do ano letivo Colin Singleton fica de coração partido ao levar um fora de sua 19ª Katherine, mais conhecida como K-19. Tentando curar sua tristeza, Hassan (O / M-E-L-H-O-R), amigo do Colin, o leva para uma viagem sem rumo pelas estradas do interior dos Estados Unidos. Em um determinado momento os dois decidem  parar numa cidadezinha chamada Gutshot, no Tenessee, para visitar o túmulo do Arquiduque Francisco Ferdinando e são guiados pela moradora da cidade Lindsey Lee Wells.

Acontece que o Colin é um garoto prodígio, e desde os seus dois anos vem buscando se tornar um dia um gênio famoso, mas apesar de ser extremamente inteligente não consegue fazer nada genial, até que durante a visita ao túmulo ele tem o seu momento “eureca” e decide desenvolver um teorema que seja capaz de prever o fim de um relacionamento, mostrando quem será o terminante e quem será o terminado. A história (e o teorema) vai se desenrolando em Gutshot, onde os dois decidem ficar para um trabalho de verão.

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   Pra mim o mais incrível de todo o livro é o quanto o John Green é inteligente! Ele consegue abordar inúmeros dados históricos e até matemáticos de uma forma leve e divertida. E no entanto Green investe em elementos que a deixam muito mais interessante. As citações, notas de rodapé divertidas, referências históricas e diálogos inteligentes.A narrativa flui super bem e até mesmo tem o uso de senso de humor e ironia entre seu amigo Hassan e Colin.

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Vocês já leram algum livro do John Green? Gostariam de ler “O Teorema Katherine” ? O livro é ótimo e aconselhável para todos, acho difícil alguém não gostar.

É possível amar muito alguém, ele pensou. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela. (John Green, trecho do livro ‘O Teorema Katherine’, página 141)

Beijos Drafts of geovana