DIVERGENTE :: VERONICA ROTH

  Há décadas, nossos antepassados perceberam que a culpa por um mundo em guerra não poderia ser atribuída à ideologia política, à crença religiosa, à raça ou ao nacionalismo. Eles concluíram, no entanto, que a culpa estava na personalidade humana, na inclinação humana para o mal, seja qual for a sua forma. Dividiram-se em facções que procuravam erradicar essas qualidades que acreditavam ser responsáveis pela desordem no mundo.

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TÍTULO: DIVERGENTE
AUTOR: VERONICA ROTH
PÁGINAS: 504
EDITORA: ROCCO
NOTA: 5/5.   :mrgreen::mrgreen::mrgreen::mrgreen::mrgreen: 
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  Divergente é uma distopia aparentemente disfarçado de utopia. A sociedade na qual se habitua a estória é pacífica e organizada, agindo quase que de forma perfeita demais, sendo dividida em cinco facçõesAbnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição. 
Trabalhando juntas, as cinco facções têm vivido em paz há anos, cada uma contribuindo com um diferente setor da sociedade. A Abnegação supriu nossa demanda por líderes altruístas no governo; a Franqueza providenciou líderes confiáveis e seguros no setor judiciário; a Erudição nos forneceu professores e pesquisadores inteligentes; a Amizade nos deu conselheiros e zeladores compreensivos; e a Audácia se encarrega de nossa proteção contra ameaças tanto internas quanto externas. Mas o alcance de cada facção não se limita a essas áreas. Oferecemos uns aos outros muito mais do que pode ser expressado em palavras. Em nossas facções, encontramos sentido, encontramos propósito, encontramos vida. Longe delas, não sobreviveríamos.
  livro começa de uma forma completamente intrigante. Inicia-se com a protagonista do livro, uma garota insegura que nasceu em uma Chicago futurista. Nascida na facção mais comum, a Abnegação, Beatrice (ou TRIS), era para ser altruísta, livre de qualquer futilidade, luxo ou audácia. Entretanto, ela se vê presa em um costume no qual ela não conseguia se encaixar. Por que ela não conseguia ser um exemplo para a facção como seus pais e seu irmão?
 Aos 16 anos, todos passam pela iniciação, que é um exame, e a escolha de sua facção. Se desejar, a pessoa pode ir para outra, na qual não tenha sido criada, porém afasta totalmente o contato com a família que deixar na antiga facção. Na nova facção há uma fase de iniciação, nem todos passam e aqueles que não passam, ficam sem uma facção, pois não podem retornar pra casa, e esse povo que não tem assistência alguma do governo, são vistos como mendigos ou “sem-facção”.
 Com o resultado do teste de aptidão para ela desvendar qual facção ela deveria pertencer, Beatrice entra em conflito. O soro alucinógeno que avaliaria seu cérebro não teve o efeito desejado. Diante disso, Tris acaba escolhendo fazer parte da Audácia. A cerimônia na nova facção era exigente e cruel, e ela jamais poderia voltar atrás.
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  Divergente traz uma série de conceitos fortes, que deixam a trama mais atraente e menos melancólica com destaque para (de tantos personagens fascinantes) o Quatro, Christina e a mãe da Tris que, junto à protagonista, desenvolvem uma série de diálogos inteligentes e reflexivos. Mas de fato, o livro é bastante focado no conflito interno de Tris e suas habilidades, como ela lida com a sua divergência.
 Um dos principais fundamentos da divergência, não é nem aspecto do cérebro “diferente”. No primeiro livro da série, analisei a divergência como uma realidade humana, na qual não pode ser delimitado apenas em 5 escolhas de vida. Ninguém deveria ser 100% Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza ou Erudição, mas sim um pouco de cada. Nesta sociedade de Veronica Roth quem possui este tipo de personalidade é encarado como uma ameaça. Um Divergente, poderia se virar contra o governo, sendo infiel e incontrolável. E este costume está fadado a um grande fracasso com o tempo, que é o que poderá acontecer nos próximos livros: uma revolução.
Trecho dPostagem  
Acredito nos atos simples de bravura,
na coragem que leva uma pessoa a se levantar em defesa de outra.
É uma linda maneira de se pensar.

Beijos Drafts of geovana

 

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4 comentários sobre “DIVERGENTE :: VERONICA ROTH

  1. Eu tenho problemas também porque eu adoro distopias, a leitura flui rápido acho que pela curiosidade que tenho em querer saber tudo sobre esse mundo diferente, futurista e tal.. Eu adoro Divergente. E eu via a divergência como você descreveu, mas quando cheguei em Convergente, passei a entender de outra forma.. Mas quando você postar a resenha de Convergente eu comento isso hahaha! Sobre o filme eu também me surpreendi, não esperava muito.. Quem me surpreendeu foi o Theo James como Quatro. O Quatro é meu personagem favorito da série e eu não esperava gostar tanto da atuação do ator. Mal saí do cinema e já quis rever as cenas dele =)

  2. Oi Geo
    Acredita que eu comprei esse livro com poucas expectativas,na verdade nao tinha nem lido a resenha,só ouvi rumores sobre ele,mas nossa quando eu peguei pra ler não consegui parar e surpreendente,simplesmente….maravilhoso!
    Adorei sua resenha.

  3. Boa Geeeh!
    Outro livro bem legal que você resenhou. Tô louco pra ler mas vai esse vai ter que esperar um pouco, porque a lista é grande.
    De toda forma, foi legal saber sua opinião a respeito de um livro tão falado e esperado. Sobre o Four/Quatro, tô com você. Tem muita gente que opinou e eu até concordei, mas já que o Quatro tem um sentido, sendo um apelido, nada melhor do que a tradução pra facilitar a condução da história.
    Bem legal a resenha. Continue postando e resenhando.
    Beijão.

Obrigada pela visita e volte sempre ♥

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