CIDADES DE PAPEL :: JOHN GREEN

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TÍTULO: CIDADES DE PAPEL
AUTOR: JOHN GREEN
PÁGINAS: 368
EDITORA: INTRÍNSECA
NOTA: 4/5.   :mrgreen::mrgreen::mrgreen::mrgreen:
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 É claro que todos conhecem John Green, aquele cara que tem a incrível e inestimável capacidade de ganhar o leitor mais crítico e fazê-lo rir, chorar e se emocionar com suas histórias diferentes de tudo, e que fazem pensar. John, em seu novo livro intitulado “Cidades de papel”, publicado pela editora Intrínseca, exerce mais uma vez sua maestria em forma de palavras, compondo uma trama cheia de aventuras, mistérios, ação e, principalmente, metáforas, que são, para mim, a marca registrada do autor.
 Nesse romance, vai fazer você pensar em tudo que está ao seu redor: Pessoas que você conhece/conheceu, e que virá a conhecer em um ponto determinado de sua existência. Fará você pensar não só no que está visível, mas também no que está além da visão que se tem de uma pessoa.
 O mistério que envolve “Cidades” é simplestemente o desejo mais puro de Quentin Jacobsen, veterano prestes a se formar no Ensino Médio, feliz em sua “zona de conforto”, inteligente, certinho e que nutre uma paixão platônica por sua vizinha e colega de escola, Margo Roth Spiegelman. Até aí, parece como qualquer outra prosa de Green, até que Margo, com o rosto pintado e vestindo uma roupa de ninja, invade o quarto de Quentin no meio da madruga e arrasta-o para uma noite cheia de aventura e um engenhoso plano de vingança. Mas assim que a noite acaba e outro dia se inicia, Q. acorda com a esperança de que tudo mude depois daquela madrugada frenética e que a amizade deles volte ser como era antes. Mas Quentin só não esperava que Margo não aparecesse na escola naquele dia, nem no outro, nem no seguinte. Com o paradeiro desconhecido e pistas que não se encaixam, Quentin decide ir em busca da garota dos seus sonhos enquanto descobre quem era a verdadeira Margo Roth Spiegelman.

“E talvez fosse isso que eu precisasse fazer, acima de qualquer coisa. Eu precisava descobrir com Margo era quando não estava sendo Margo.”

Mas Margo lhe deixou dicas e, com a ajuda de seus excêntricos e engraçados amigos, inicia uma busca pelos lugares mais remotos da Flórida à busca da menina que era um total mistério para ele. Mas a busca pode revelar mais do que um paradeiro, mas a personalidade de quem é procurado e, principalmente, de quem procura.Dividido em três partes (Os fios, A relva e O navio), o livro trabalha questões como a amizade, a compreensão e a complexidade de ‘traduzir’ pequenos detalhes (como os versos grifados de um poema deixados por Margo).

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O mistério sobre as Cidades de Papel se tornou o mistério sobre nós mesmos, sobre quem somos dentro das nossas cidades de papel; nos mostra que pessoas são apenas… Pessoas!, que são janelas ao invés de espelhos, tão frágeis como papel. E apesar das minimas similaridades com os livros anteriores, Green conseguiu criar uma nova história cativante, reflexiva; Cheia de metáforas, diálogos inteligentes e engraçados e mistérios mal resolvidos sobre o que escondemos quando ninguém está vendo, seja amores platônicos, coleções de CDs ou fios arrebentados.

 O final do livro não foi o que esperei, e tenho que dizer que me decepcionei um pouco. Porém, analisando no contexto geral, não teria como ser diferente. E é isso o que faz esse livro ser genial: o fato de o autor escrever essa obra tão óbvia que você não tem como dizer que não gostou – porque qualquer outro final estaria mal encaixado e seria infeliz! Por isso, mesmo que o leitor diga que não gostou, Green ainda foi genial em sua finalização da história – e de toda ela, de uma forma geral.

 Cidades de Papel não é, para mim, um livro tão emocionante quanto A Culpa é das Estrelas, mas é igualmente merecedor de ser lido, ganhando minhas quatro estrelas. Leia este livro porque ele vai fazer você rir de verdade (do jeito que só John consegue fazer!), porque vai fazer você pensar, e porque vai fazer você não querer desgrudar da história! E, de quebra, se você ainda quiser escrever uma resenha depois de ter lido, por qualquer motivo, vai ver como é difícil colocar em palavras toda a genialidade e a grandiosidade das histórias de John Green, e o que sentimos ao lê-las. Esse é um daqueles livros que eu só digo: leia!

Eu queria interromper o xixi, mas é claro que eu não consegui. Mijar é como ler um livro bom: é muito, muito difícil parar depois que começar.

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6 comentários sobre “CIDADES DE PAPEL :: JOHN GREEN

  1. Sempre que eu vejo uma resenha de algum livro do John Green eu penso assim: “John Green pode escrever o que for e ele sempre vai ser SEMPRE John Green”. Eu percebo que mesmo com alguns decepções ou falhas no livro, é impossível você não dizer que as ideias dele são geniais. Pode ter sempre alguma coisinha faltando mas quando você analisa o livro no geral é sempre 5 estrelinhas e as pessoas na maioria das vezes sempre gostam dos livros dele. Eu acho isso muito awesome. ♥
    Ontem eu fui num evento do Literatura Solidária aqui em SP e foi especial do John Green e sei lá, até quem não gostou muito dos livros dele admitiram que ele é um super escritor e também tiveram essa mesma opinião sobre Cidades de Papel. Ai como eu não gosto nadinha do John Green… eu peguei e comprei esse livro que estava faltando para mim e vou começar essa semana. hehehe [love]
    Acho que vou gostar! *u*
    Beijos!

    • É isso mesmo,Isa. John Green é sempre genial, mesmo que a gente não goste do livro – o que não foi meu caso, pois eu gostei, no geral, como você disse. Ah, como eu queria ir nesses eventos literários! Infelizmente eu só consegui ir nos encontros da Intrínseca, porque acontecem mais perto da minha cidade (perto é 2h de carro!) Bom saber que o pessoal de lá teve a mesma opinião que eu, assim fico mais sossegada, hehe.
      Você vai gostar do livro, sim! Afinal, é John Green, hehe *-*
      Beijos!

  2. Olha, GEH, acho que A Culpa é das Estrelas nunca será superado, sinceramente.
    Eu terminei ontem Cidades de Papel e gostei muito, até favoritei, mas depois de ler O Teorema Katherine, tirei a ideia de “um novo ACEDE”, sabe? Em Katherine, o melhor amigo também “toma” o lugar do protagonista, mas acho o Q mais legal e suportável que o Colin.
    Por incrível que pareça, consegui rir (fisicamente hahaha) em Cidades de Papel, principalmente na aventura de Margo e Q (e também com Ben e Radar /e Lace). Achei algumas coisas tão absurdas, mas estava tão envolvida, que muitas vezes me via encolhida, como se também tivesse me escondendo ou brincando com eles no carro. Gostei também da parte da vaca… não sei, aquela reflexão do Q me tocou… nada a ponto de chorar, mas quase rs.
    Também não li Quem é Você, Alasca? mas talvez o apelo de “identidade” seja semelhante mesmo.

    Beijos!

    • Também senti a mesma coisa em relação a ACEDE, e hoje eu digo que é um livro que a pessoa tem que ler pra saber do que se trata, não adianta falar sobre ele. Acho que Cidades de Papel é muito bom, mas não é tão bom quando ACEDE. Mas vale a pena a leitura, afinal, é John Green ♥

  3. gE, por coincidência do destino ou não, comprei esse livro ontem! Hahah! Foi tão espontâneo e imprevisível: fui no centro comprar uma revista e, quando vi Cidades de Papel na banca, resolvi comprar. O curioso é que eu não fazia ideia do que se tratava a história, só conhecia o autor pela sua fama (no momento estou lendo um de seus livros*). Quando cheguei da escola de tarde e abri a caixa de entrada do meu e-mail, vi o post de atualização do seu blog com a resenha do livro. A prova incontestável de que eu PRECISAVA ter comprado, porque tenho certeza que foi uma confirmação (pode parecer esquisito, mas é que geralmente eu penso um zilhão de vezes antes de comprar alguma coisa, rs). Enfim, li sua resenha pela minha caixa de entrada mesmo e agora corri aqui no blog pra lhe contar esse ocorrido.
    Estou muito empolgado para iniciar a leitura. Só fiquei curioso pra saber mais sobre esse final que “decepcionou” você, mas acredito que irei me surpreender. E espero que eu possa me descobrir muito através do livro.
    *Ah, no momento estou lendo O Teorema de Katherine do J.G. e quando finalizar vou ler Cidades de Papel.

    • Oi Carlos! Maratona John Green então? Hehe, o autor é demais e, como uma leitora comentou aqui, não importa o que ele escreva, ele sempre consegue ser genial, porque ele é JG. Ué! 😀
      Muita coincidência mesmo. Também sempre peso todos os prós e contras antes de comprar alguma coisa (não tudo, alguns livros eu compro pelo preço!) e bom, é muito “awesome” saber que fizemos uma boa compra! 😀
      Beijos!

Obrigada pela visita e volte sempre ♥

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